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Década de 30 – Um Pensamento Sobre a Eterna Necessidade Humana I

Resumo

Iniciamos um novo momento na história das civilizações. Vivemos em uma guerra de informações. Somos persuadidos a consumir, diariamente, um acúmulo de conteúdos vendidos como impreteríveis, mas na realidade, enchemos nossas mentes de informações desconhecendo os destinos produtivos a serem dados. Somos constantemente desafiados em nossos trabalhos, em nossas famílias, em nossas sociedades e, em alguns momentos obtemos pequenas vitórias. Aumentamos nossas conquistas colhendo bons resultados, no entanto, estamos mais tristes, mais cansados, não conseguimos vencer a solidão, mergulhamos na desesperança.

Pensadores lançaram fortes basilares, ao longo da evolução das civilizações, sinalizando-nos que somos condicionados a modelos, vivendo presos em mundos sombrios. Alimentamos nossas vidas sob os conceitos de crenças e opiniões sem conseguirmos enxergar, um pouco a frente, a amplitude de oportunidades traduzidas em mares de possibilidades.

Nos cenários atuais muitos são os personagens apontando, com fortes argumentos, as soluções para a reorganização mundial e que, por intermédio de uma “generalização segmentada”, a humanidade pode ser completamente satisfeita se submetendo a macros direcionamentos manipulados por dispositivos e redes conectadas a mentes brilhantes. Aceitamos, ousamos entrar por estes caminhos, mergulhamos em combos de fatores externos para satisfazer nossas faltas mais profundas e nos frustramos, pois percebemos que a maior parte das buscas são supérfluas e satisfazem muito pouco o vazio que temos.

Cientistas olham para a formação das civilizações rastreando traços deixados por nossos ancestrais que, em formas cromossômicas, podem correlacionar nosso atual desejo insaciável validando profundas e antigas origens nos vácuos que inquietam as gerações.

Na busca por respostas que nos assombram por milênios precisamos decidir qual direção tomaremos: entrarmos por caminhos salvíficos direcionados pelos diversos ícones mundiais ou exercermos nosso potencial intelectual usando princípios interpretativos deixados pelas ciências históricas, literárias e teológicas para saberemos a veracidade dos modelos que nos são entregues.

Década de 30 – Um Pensamento Sobre a Eterna Necessidade Humana

Mergulhamos na “década de 30”, estamos em um novo e desconhecido mundo. Nossas histórias mudaram tão rapidamente, parece que fomos pegos de surpresa. Uma nova revolução mundial convergindo todas as relações entra por nossas salas e nos apresenta uma era que, de tão complexa, eleva aos limites todas as perspectivas, gerando incalculáveis instabilidades.

Ora, por alguns instantes parecia que tínhamos sido surpreendidos, mas rapidamente percebemos que já sabíamos de tudo isto. Respirando mais calmamente, entendemos que este momento nos parece mais espiral e cíclico do que novo. Então, assim sendo, por quais lentes devemos olhar o novo, porém “antigo” contexto em que estamos? Trazer a mente conhecidos conceitos de causas e efeitos, onde a má administração das diversas fontes está, finalmente, inferindo diretamente na escassez das provisões globais? Precisamos despender mais energia em encontrar e punir aqueles culpados pelo extermínio da diversidade das espécies? Atentarmos para a disparidade das classes pontuando caminhos igualitários, permitindo a ascensão social e, por consequência, oportunizando sustento próprio para as multidões que padecem pela falta de alimentos? Tentarmos curar uma descontrolada, intencional e paradigmática, muitas vezes obscura, porém histórica e real xenofobia? Será que nossa cúpula de soluções está em um andar acima do qual nos permitem acessar? Ou, no mais íntimo de nossas conclusões, nossos olhos preferem não enxergar a realidade a nossa frente?

O enigmático modelo matemático para tentar gerar uma fórmula adequada para alocar, em “algum certo espaço de terra”, uma população de mais de oito (8) bilhões de pessoas previstas para esta nova década gera, no mínimo, alta tensão para autoridades do assunto (figura1). No cenário atual, mais de 10% da população mundial (em torno de 811 milhões de pessoas) já sofrem pela falta de alimentos. Dentro destas desenfreadas realidades do crescimento populacional e da tímida expectativa dos avanços na busca pelo desenvolvimento sustentável para erradicação da miséria, a perspectiva do cenário global antes desafiadora se torna, incontestavelmente, desanimadora (FAO)¹. Autoridades, sufocadas pela suprema preservação do meio ambiente, apontam que seria interessante pensarmos em algum modelo reducional da população, prevendo a tão sonhada inserção sustentável para as próximas gerações. Fato este já citado antigamente nas Pedras Guias da Geórgia (Dez Mandamentos para a Nova Ordem Mundial)².

Não podemos adiar, somos provocados diariamente para tentarmos decifrar os esperados rumos contemporâneos para uma entenebrecida civilização. Em alguns momentos, globalmente assediados por notícias que revelam impactantes e expressivas ações sociais de ilustres personagens, em outros, impulsionados por fortes grupos que arriscam caminhos unificadores para o desenvolvimento econômico e social com propostas para o recomeço dos tempos. Seja em qual linha de pensamento ou tema sustentável estivermos vinculados, não adianta fugirmos mais, somos despertados para, intelectualmente, assumirmos posições neste emaranhado de suposições.

Percebemos ao longo da história das civilizações, incomodamente, a existência de algo nas estrelinhas que precisávamos ter olhado com mais atenção nesta desesperada busca pela satisfação dos problemas humanos. Filósofos, pensadores, matemáticos, cientistas, autoridades e inúmeros outros importantes eruditos ousaram, em seus relatos, verbalizar pensamentos traduzindo alguns sinais deste desconforto em conhecidas frases, atitudes ou princípios.

“Só sei que nada sei”. Um alerta para o ser humano reconhecer sua ignorância, mantendo-se focado na busca pelas respostas as questões da vida (Sócrates 470-399 AC)³.

“Tente mover o mundo, o primeiro passo será mover a si mesmo” Uma reflexão sobre a famosa alegoria “mito das cavernas”, onde o homem vive preso em uma caverna, em um mundo de sombras sem conseguir visualizar o mundo real. Ao se esforçar e olhar para a saída vê uma forte luz que contrasta sua escuridão, enchendo-o de esperança e forças para sair e encontrar lá fora um mundo melhor. Um desafio à busca por uma luz que ilumine e liberte o homem da escuridão (Platão 427-347 AC)4.

“O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete”. Um convite a sermos prudentes, observando tudo o que nos cerca para formularmos as ideias corretas. (Aristóteles 384 a 322 AC)5.

“Ser cético acima de tudo, pensar de forma analítica e meticulosa”. Um desafio a não sermos condicionados e modelados pelo compêndio formatado de ideia impostas (Descartes: 1596 a 1650 DC)6.

A partir da ideia de Platão, Carlos Magno (742 a 814 DC), fundamentou alguns princípios dando início as universidades. Locais de ensino que incentivavam um método de pensamento crítico de aprendizagem, conciliando a fé cristã estabelecida no império romano com um sistema de pensamento racional, especialmente o da filosofia grega, colocando ênfase na dialética para ampliar o conhecimento por inferência e resolver contradições.

Não ferindo a diversificada e ampla contribuição de incontáveis pensadores que fortaleceram as bases históricas para nossa sociedade e sim, apenas referenciando algumas destas, pontua-se que, sejam quais forem as influências, caminhos ou princípios deixados, sempre existiram interesses pela descoberta de algo que geraria um antídoto para a instabilidade entrópica da existência humana.

Sob as lentes do Marketing, ciência relativamente moderna, estudamos em um de seus basilares, que há uma necessidade intrínseca e por mais que seja explicada, está longe de ser justificada, permeando o profundo dos seres humanos definida como o desejo da satisfação a partir da presença de algo quer seja uma pessoa, um produto ou um serviço (Kotler, 2000). Não nos detendo ao conceito aplicado as participações mercadológicas, mas sim, ao inegável fato do homem estar sob o constante contexto de uma desenfreada busca para preencher o vazio existente desde sua origem, isto com certeza, valida os pensamentos dos antigos eruditos, apontando um possível caminho para solucionar os problemas da humanidade. Temos muito, conquistas inimagináveis, carreiras invejosas, bens tangíveis e intangíveis, controles sobre verdadeiros impérios, corpos construídos como esculturas perfeitas, e por mais que temos não nos satisfazemos e mais loucamente buscamos algo que se torna imperceptível, inexistente aos nossos olhos, porém gravado como um eterno desejo em nossas almas. De fato, concluímos que nossas lentes estão por demais obscurecidas e um tanto contaminadas, pois ainda não percebemos, por todos os séculos, o caminho que traz a resposta para as grandes faltas humanas.

Em meio à segunda guerra mundial um matemático estadunidense, a partir de anos de pesquisa e de convergência com personagens científicos, filosóficos e antropológicos, inicia sua tese revolucionária, gerando assim, os princípios conceituais da cibernética (Wiener, 1948). Em seus argumentos, Wiener sustentava primitivos modelos de interação entre o homem e a máquina pelo processamento das semelhanças, abrindo campos de estudo para o avanço da comunicação onde o registro e formatação de dados, impulsionaria a gestão dos mesmos, desnudando o que futuramente buscaríamos, a manipulação do conhecimento.

A chegada do computador pessoal (1970) e sua evolução a micro- dispositivos (2000), acelera a busca milionária pelo controle dos campos na gestão da informação, alavancando a grande proposta do controle do conhecimento. Para Marta Valentim (2010, p 147-150) a coleta de dados, a transformação dos mesmos em informação produtiva e, por consequência a gestão eficaz destas informações, torna-se vital para o processo de tomada de decisões, diferenciando as empresas nos seus segmentos e oportunizando o alcance dos objetivos aplicáveis a um grupo de consumidores.   

Entramos na incrível era virtual ou “era manipulativa”. Seja qual for o codinome, agora corporações encontraram o caminho para as soluções tão esperadas. A virtualidade nos impele a um modismo e remete nossas vidas a um conjunto de parâmetros que nos segmentam. Neste contexto, fomos condicionados a um conceito que não conhecemos. Somos profundamente fracionados em nossos desejos, somos traduzidos em dados, armazenados em nuvens e redirecionados como grupos genéricos para fins específicos. Será que corporações encontraram a fórmula que identifica o vírus das grandes massas ou será que estamos diante do modelo que produz o mesmo? Nunca saberemos. Mas há rumores de que com estas toxinas (vírus, origem latim), provavelmente surjam os antídotos que nos produzem curas. O fato inegável é que consolidaram a manipulação das grandes massas por intermédio de pretensos “remédios virtuais”, impulsionando um condicionamento mental e comportamental embasado em conceitos tribais com o propósito de sermos direcionados a efetiva satisfação daquele eterno vazio que temos.

Neste ínterim pessoas se perdem abrindo mão das suas próprias consciências, dos próprios sentimentos e, por que não, das suas identidades e vidas. Muitas vezes assumimos literalmente “segundas vidas” (metáforas que indicam avatares8 em jogos de simulações), em troca de supostos abrigos sentimentais e psicológicos que prometem ser a solução para o grande caos relacional da humanidade. O poder do condicionamento se tornou tão grande que, às vezes, uma pequena arquitetura de boatos pulverizados em grande escala pelas entrelaçadas redes virtuais, sob o conceito da efetiva mídia moderna, imobiliza multidões, aprisionando-as em seus próprios lares. Que surpresa, somos induzidos ao consumo da vida por intermédio de dispositivos, tornando-nos novamente os retro alimentadores, fortalecendo o contínuo tráfego de dados, gerando acúmulos imensos de bases onde, a partir de processamentos, são geradas informações importantíssimas que, transformadas em conhecimentos, assumem a dimensão da gestão podendo alimentar estratégias que podem mudar o rumo dos mundos.

Como poderemos argumentar se nos rendemos de corpo e mente a esta multidisciplinariedade que bate em nossas portas? Aceitamos o confuso conceito de que receber a maior quantidade de informação é infinitamente melhor do que construir conhecimentos a partir dos dados que realmente deveríamos processar.  Preferimos o modelo posto a repensarmos a construção de aplicações reais e efetivas para a gestão das nossas vidas. Este protocolo mórbido a nós impelido prega que, sermos conectado por dispositivos de última geração, recebendo toda a sorte de “coisas”, quase sempre, é muito mais importante do que procurar princípios esclarecedores em fontes genuínas. O convite para mergulharmos em redes virtuais com fins relacionais gerando perfis metafóricos e, em muitos momentos, traindo nossas próprias personalidades para sermos aceitos, incrivelmente nos encanta e, de tal maneira, que depositamos 35% a 40% dos nossos dias. (Figura 2).    

Em verdade não sabemos como nos comportar com a enorme quantidade ofertada e talvez, sinceramente, nem desta universalidade precisássemos. Somos limitados, por demais desconhecedores e um tanto incapazes do todo que nos cerca. Queremos tudo, pois nos ensinam que este composto milagroso é a resposta para nosso vazio. Negligenciamos o mais simples esquecendo que, muitas vezes, este singelo é o que de fato nos completa. Perdemos o real conceito da moral, não sabemos mais os limites do que é certo ou errado, afinal nas tênues linhas que separam o virtual do real, tudo pode se tornar um prazeroso desafio.

Confundimos os conceitos teleológicos e para a teologia nos fechamos porque fomos convidados a um antropocentrismo e, com certeza, aceitamos. Tornamo-nos, ilusoriamente, os centros de todas as coisas e, no mais íntimo quando nos calamos e novamente respiramos, descobrimos que somos ansiosos, angustiados, profundamente deprimidos com nossas autoestimas em decadência e, na inquietude de nossas almas suspiramos, ainda nos falta algo.

A busca por respostas que solucionem os problemas gerados pelo vazio da humanidade, como antes vimos, não é um assunto tão novo assim. Estudos da raça humana se fundamentam, ao longo da história, propondo a existência das gerações a partir das formações e combinações em haplogrupos9 (SALZANO, 1950-1960). A partir de profundas análises, geneticistas simulam apontamentos para uma real influência dos povos antigos na maneira de pensarmos e de agirmos nos dias de hoje. Civilizações podem ter sido formadas, comportamentos estimulados, ações organizadas e articuladas com bases em algumas informações disseminadas por gerações construídas sobre alicerces genéticos.

Há muitas teorias que fundamentam os perfis das atuais gerações a partir da formação das civilizações. Respeitando aqui o conceito do “peso da ocorrência reconhecida por diversas culturas”, assim como, as diversas argumentações atestando os vários fatos de um acontecimento validando o mesmo, trazemos a luz, o relato onde a terra foi destruída pela inundação das águas e, a partir deste conhecido ponto, um homem chamado Noé e sua família tiveram a oportunidade de iniciar a formação dos novos povos (Correia, RBG, 2012).

A simplificada genealogia exposta pela figura 3 explica a formação dos povos a partir de um ancestral e sua família onde, como proposta, todas as gerações e fatos históricos decorrentes seguem suas linhas hereditárias.

Por todas as gerações, desde a origem dos tempos, percebemos a humanidade buscando, em todas as instâncias, a razão de sua complexa existência. Talvez sob o contexto de “inocentemente errados” ou nem tão inocentes assim, entendemos que o controle de todas as coisas, redirecionando-as para um suposto fim mais assertivo, seria o perfeito caminho. Na busca por conquistas de terras e povos, impulsionados pelos contextos das evoluções, ilustres líderes fundaram verdadeiras arenas de batalhas em suas incansáveis estruturações de impérios fortalecendo classes de elites soberanas, conhecidas como seres controladores, e as massas de vassalos e servos, por sua vez, os seres controlados. Algumas guerras que nos embasam nestes argumentos: guerra de Troia (1300 a 1200 AC), guerra do Peloponeso (431 a 404 AC), guerra dos três reinos (220 a 280), guerra dos trinta anos (1618 – 1648), guerras napoleônicas (1084 – 18015), guerras mundiais (1914 – 1945), dentre inúmeras outras com incontroláveis consequências.

Em nosso século as conquistas tomaram outras proporções, inundando outras dimensões, mas continuam sendo agressivas, intencionalmente separatistas e com propósitos bem definidos transferindo, como sempre, a manipulação de muitos para as mãos de poucos.

Permeados pela conquista alucinógena do poder, grupos, entidades, personagens, em diversas áreas, amparadas pela ciência dos fatos, continuam a inteligente busca pelo controle do macro a partir de micros mapeamentos, desenvolvendo mais organizadamente protocolos processuais alicerçados em sonhadas simetrias de modelos. O formato da batalha mudou, mas o princípio nas entre linhas, parece ser o mesmo. Do outro lado da arena, mais para fora do palco, olhamos impactados os movimentos dos cenários, não acreditamos e não entendemos, contudo, ainda não estamos satisfeitos. Parece que queremos, buscamos e incentivamos mais. Voltamos nossos admirados olhos e redirecionamos nossos aplausos. Intensificamos a luz dos holofotes para indivíduos que explanam brilhantes e revolucionários projetos, alicerçados em experiências convincentes e argumentos plausíveis embalados por retóricas perfeitas, mas ao analisarmos profunda e imparcialmente, percebemos as mesmas intenções de controles e manipulações imperiais dos primeiros séculos.

Geramos uma diversidade de ações ainda não claramente reveladas, porém com intensões bem específicas. Resgatamos antigos conceitos como o cosmismo10 por que os aceitamos e os consolidamos porque intencionalmente os queremos. Aprofundamos grandes investimentos em pesquisas nos campos da inteligência artificial, entendemos com uma importante e inevitável solução para o nosso mundo. Permitimos a criação de robôs que, nas mais simples tarefas, já estão nos deixando sem fôlego. Identificamo-nos com estas propostas e gostamos destas novidades. A realidade virtual já está presente em nossas sociedades permitindo as simultâneas abstrações de corpos e mentes, transportando-nos a outras dimensões onde são geradas experiências incontestáveis em encantadores mundos paralelos. Intensificamos, em diversas entidades pelo mundo, intensos debates sobre a gestão a partir de uma visão global unificada, onde propostas para equilíbrio e harmonização buscam uma maior previsibilidade dos sistemas. São tantas as ações que nos confundem e, de fato, talvez sejam estas as intenções. Se pudéssemos traduzir nossos momentos em um argumento matemático definiríamos que para a solução do histórico problema de insatisfação humana, desenvolvemos uma inexplicável fórmula com infinitas variáveis com potenciação múltipla em vetores de números inconstantes e irracionais.

Contudo não importa o caminho, proposta ou fórmula, se não entendermos a profunda raiz de nossa doença, jamais chegaremos a um efetivo tratamento. Sempre cairemos em um ciclo de hipóteses que, nos abrem novas proposições, gerando novos argumentos e expondo inovadoras ideias que, ciclicamente, exigirão outras novas hipóteses. Sempre estaremos apoiando a abertura de novos palcos onde geraremos oportunidades que impulsionarão ações, ora fortalecendo alguns, ora enfraquecendo outros, mas com certeza, retroalimentando uma potente escuridão oportunizando aqueles holofotes para milagrosas fórmulas que sempre manipularão massas.

Passando os olhos pelo passado, ao longo de nossa trajetória, enxergamos claramente as evidências que firmam um elo de conexão nos corações e nas mentes de nossos ancestrais, despertando a necessidade de encontrar uma solução para este antigo e tão atual caos existente no íntimo humano. Em meio a esta total turbulência histórica, sinaliza-se um fato âncora para todos estes pensadores. Eles estavam certos em expectar um modelo, uma luz que esclarece e aponta um caminho que nos leva a tão sonhadas respostas. Não uma fórmula impensadamente calculada, com diretrizes intencionalmente manipuladas, mas algo que apontaria uma sonhada e profunda liberdade aclamada por cada alma vivente. Embora alguns tenham chegado perto, outros tenham alcançado e alguns nem percebido, o fato de estar disponível para todos que a buscam é inegável. Existe um caminho que mostra uma saída da real escuridão apontando um campo que supera a limitada visão, impulsionando gerações de sociedades mais sadias.

Em contato com a Bíblia, a literatura mais lida e reverenciada no mundo, percebemos que há uma referência a esta luz tão comentada por tantos povos, em tantas gerações. No livro do apóstolo João, encontra-se o seguinte escrito: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava à vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele. Ele não era a luz, mas testificou da luz. Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo. Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (João 1: 1-11).

Toda a composição do Canon bíblica (concílio de Trento11, 1546), expõe como mensagem principal “o propósito de Deus para com o homem”, pois, ele amou o mundo de tal maneira que deu seu único filho, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha avida eterna (João 3: 16), encerrando este princípio na afirmativa de que todos que olharem para Cristo, a luz dos homens, não se perderão, mas terão vida (João 6: 39, 40).

Percebe-se, neste contexto, a multidisciplinaridade do propósito divino onde, em sua graça e misericórdia, Cristo assume toda a reponsabilidade, tornando-se o caminho para a solução das civilizações (João 14:6). A humanidade mergulhada na constância de sua miséria e agindo tensionada por suas limitações, por mais que se apoie em sua importante inteligência e capacidade, mesmo que consiga ver uma fração desta luz e sugestione a existência de um caminho, jamais o encontrará com suas próprias forças. Para sairmos desta confusa escuridão e encontrarmos as respostas que por séculos almejamos, precisaremos da intervenção permeada pelo favor divino.

Agostinho de Hipona foi um importante filósofo da época patrística referenciado por ideias de Platão e Aristóteles. Em sua trajetória, junto à igreja romana dos primeiros séculos, deixou alguns importantes apontamentos que transpuseram séculos. Tendo como base o foco de seus estudos sobre a liberdade humana como herança a partir livre arbítrio dado por Deus, em seus relatos, fundamenta que precisamos sempre estar em novas buscas pelos caminhos em que andamos, porém, jamais esquecendo que tudo deve ser feito da forma correta e com profundas bases no verdadeiro amor (Agostinho, 354).

Martinho Lutero, um importante mestre, filósofo e reformador do século XV, ao terminar seu doutorado em teologia, teve uma profunda experiência com as escrituras sagradas fundamentando diversos princípios para a reforma do pensamento da igreja na época. Em seus relatos, inclui a liberdade para as pessoas alicerçando seus fundamentos em bases como “somente nas escrituras sagradas” e “somente em Cristo” (Lutero, 1517).

As referências implícitas no Canon bíblico alimentaram muitos filósofos e importantes pensadores desde os tempos antigos. Estes manuscritos são por demais lógicos, claríssimos e, embora ocorridos por mais de 2000 anos, ainda hoje, são referências importantíssimas para todas as gerações.

“Onde estavam nossos olhos que não lemos estes tão importantes e vitais manuscritos?” Estes acontecimentos foram preditos, experimentados, escritos e, por consequência, validados ao longo da história.

“Como conseguimos ler nosso passado sem aplicar a completa interpretação que soma os fatos históricos aos literários e também aos teológicos?” Talvez estivéssemos preocupados, intencionalmente, em parcializar eventos e acabamos colhendo resultados dos nossos próprios intentos.

“Por que construímos civilizações e gerações em mundos tão paralelos e complexos, tornando-nos tão cegos ao ponto de não vermos as respostas que estavam em nossa frente?” Estas evidências foram reveladas e publicadas por todas as partes de forma simples e clara. A tão esperada luz referida desde a antiguidade, aquela que aponta o caminho para fora da escuridão em que vivemos e satisfaz o mais profundo vazio do homem é Jesus Cristo. O verbo vivo e eficaz que tem as respostas certas para as mais profundas dúvidas, a sabedoria e poder necessários para impulsionar a formação de civilizações sadias a partir de sociedades curadas.

Bibliografia

  • CARSON, D.A.; MOO, Douglas J.&; MORRIS, Leon; Introdução ao Novo Testamento; São Paulo; Editora Vida Nova; 1997.
  • KOSTENBERGER, Andreas J; PATTERSON, Richard D; Convite a interpretação bíblica – A tríade hermenêutica; São Paulo; Editora Vida Nova; 2015.
  • Teoria Geral dos Sistemas; BERTALANFFY, Ludwig Von.; Ed. Vozes;1975
  • VALENTIM, Marta(Org.) Gestão, mediação e uso da informação Cultura01 2010
  • KOTLER, Philip – Administração de Marketing – 10ª Edição, 7ªreimpressão – Tradução Bazán São Paulo: Prentice Hall, 2000.
  • https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010471832004000100009&lang=en
  • https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S167939512008000100003&script=sci_arttext
  • file:///C:/Users/Win10/Downloads/7877-9091-1-PB.pdf
Fontes Primárias: 
  • Rev. Econ. Sociol. Rural vol.56 no. 2 Brasília abr./jun. 2018; Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis-SC, Brasil.; Kleverton Clovis de Oliveira Saath Arlei Luiz Fachinello.
  • Platão (filósofo 427 a 347 AC), natural de Atenas (Grécia), responsável pela criação da escola do pensamento erudito e em nenhum momento ferimos a história se o considerarmos uma das mais importantes personagens filosóficas na construção de nossas sociedades. Marcador de algumas importantes frases como “tente mover o mundo, o primeiro passo será mover a si mesmo”, este importante filósofo reflexivo nas questões éticas e morais, defendia a teoria de que os princípios racionais e as ideias são pré-formuladas e já nascem com as pessoas, precisando apenas ser relembradas ou resgatadas (INATISMO: PLATÃO – III AC; RACIONALISTA – XVII e XVIII DC).
    • Em suas publicações, cita-se “A República”, uma completa obra composta por dez livros, onde explora várias ideias de governo propondo chegar ao modelo político ideal. Nesta importante obra filosófica, encontra-se o famoso “Mito da caverna”, escrito exposto sob um tema alegórico onde defende os graus de conhecimento humano explicando que o homem vive preso em um preguiçoso mundo de sombras dentro de uma escura caverna (condicionado por crenças e opiniões), sem conseguir visualizar a amplitude de um mundo real repleto de imensas possibilidades fora do cerco do seu aprisionamento (raciocínio e indução ou inferência levam a libertação). Nesta produção, o filósofo traz à luz a ignorância dos seres humanos, algo superado apenas ao olhar a realidade com um pensamento crítico e racional.

Esclarecimentos gerais:

  • 1. (FAO – Agência especializada das Nações Unidas que lidera os esforços internacionais para combater a fome).
  • 2. As pedras-guia da Geórgia são cinco placas maciças de granito com cinco metros pesando em torno de vinte toneladas fundamentadas em uma colina árida no nordeste da Geórgia. De autoria desconhecida, escritas em oito idiomas, contem instruções para a reconstrução da civilização após o apocalipse.

Os dez mandamentos da nova ordem:

  1. Manter a humanidade abaixo de 500 milhões de habitantes em um balanço constante com a natureza.
  2. Controlar a reprodução de maneira sábia — aperfeiçoando as condições físicas e a diversidade.
  3. Unir a humanidade com um novo (e único) idioma vigente.
  4. Controlar a paixão / fé / tradição — e todas as coisas com razão moderada.
  5. Proteger povos e nações com leis e cortes justas.
  6. Permitir que todas as nações regulem-se internamente, resolvendo disputas externas em uma corte mundial.
  7. Evitar leis insignificantes e governantes desnecessários.
  8. Balancear direitos pessoais com deveres sociais.
  9. Valorizar a verdade / beleza / amor — procurando a harmonia com o infinito.
  10. Não ser um câncer na terra — Deixar espaço para a natureza.
  • 3.  Sócrates viveu de (470 a 399 AC). Natural de Atenas, Grécia foi um apaixonado pelo conhecimento. Ele refletia sobre a ética e a existência humana e praticava com seus discípulos alguns métodos que criou para buscar a verdade. Para ele, o ser humano devia reconhecer sua ignorância, mantendo-se em busca de respostas para a vida, o que deu origem ao lema. Desvia os olhares do mundo físico e foca nas ideias e sentimentos.
  • 4. PLATÃO: (427 a 347 AC). Natural de Atenas, Grécia Platão refletia sobre a ética e a moral. Criou o mito da caverna, uma das maiores alegorias da história da Filosofia, em que ele explica que o homem vive preso em um mundo de sombras, sem conseguir visualizar o mundo real. Com isso, ele tentava explicar a ignorância dos seres humanos, algo superado apenas ao olhar a realidade com um pensamento crítico e racional. Defendia o INATISMO, nascemos como princípios racionais e ideias inatas. Foi o fundador da primeira Academia (ou Universidade) do mundo.
  • 5. ARISTÓTELES: (384 a 322 AC). Natural de Estagira, Grécia foi um dos alunos mais famosos de Platão na Academia e foi professor de Alexandre, o Grande, um dos maiores imperadores da História. Ao contrário de Platão, ele focou seus estudos no mundo físico. Defendia o empirismo, ou seja, que a origem das ideias é através da observação e experiência. Metodologia Peripatética: (Sensação, percepção, imaginação, memória, raciocínio, intuição).
  • 6. RENE DESCARTES: (1596 a 1650 DC). Natural de La Hay. Inaugurou a filosofia moderna e dizia que o raciocínio matemático era o melhor caminho para o conhecimento. Segundo ele, para fazer uma descoberta firme e constante, era preciso estabelecer princípios que não deixassem dúvidas. Cabia ao filósofo ser cético acima de tudo, e pensar de forma analítica e meticulosa.
  • 7. CARLOS MAGNO (742 a 814 DC). Primeiro imperador do Sacro Império Romano. Criou as universidades (escolásticas) a partir da ideia de Platão. É um método ocidental de pensamento crítico e de aprendizagem, com origem nas escolas monásticas cristãs, conciliando a fé cristã com um sistema de pensamento racional, especialmente o da filosofia grega (razão aristotélica e platônica) e colocando ênfase na dialética para ampliar o conhecimento por inferência e resolver contradições.
  • 8. Avatar: religião hinduísta descreve como manifestação corporal de um ser super poderoso. Uma divindade Vishnu que é adorada pelos hindus, tem muitos avatares, e já sofreu segundo eles muitas encarnações. Também é usado este termo lembrando as encarnações de outras divindades.
  • 9. Haplogrupo: um grupo grande de combinação de mutações de um mesmo gene dispostos em séries em lugares específicos de um cromossomo herdado de um único progenitor, proveniente de um único ancestral. Formações de genes a partir de um ancestral para geração de populações.
    • Importante salientar que não há um determinismo genético, mas sim uma real influência de genes hereditários na formação da maneira de pensar e agir. Estudos a partir do geneticista gaúcho Francisco Mauro Salzano (pioneiro da pesquisa genética no Brasil).
  • 10. Cosmismo: combinação de elementos religiosos e éticos com a proposta de debater temas históricos, filosóficos, evolucionistas e tendências futuras de existência da humanidade e do universo.
  • 11. Em 8 de abril de 1546, durante o Concílio de Trento, foi aprovada a afirmação do cânone da moderna Bíblia como um artigo de fé contendo uma lista de textos religiosos aceitos como sendo inspirados por Deus e autoritários.

Elieser Mena

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